13/07/2008

Um começo

“Se eu for pra França daqui a seis meses e escrever para os meus amigos, eu nunca vou dizer que eu estou mal. Imagina? Eu vou dizer: - Aqui na Torre Eiffel é lindo. - Eu vou dizer que estou com saudade de você e vou esquecer de te contar que o tempo todo eu estou com saudade de mim.” NILL

“Eu nunca tive problema em tirar a roupa. Ficar pelado é fácil, difícil é me despir de mim. Gente, isso parece frase de caminhão. Está vendo? Eu consegui me abrir, falar de mim, mas a piada vem a reboque, sempre. Essa casca que eu tenho... ” ANDROS

“Eu sou chamado de arrogante, mimado. As pessoas criam um personagem pra mim. Eu não quero e nem preciso ser um personagem. E o que me deixa mais feliz é que aqui, eu não preciso ser um personagem. Aqui, eu não sou o Martins. Sou o Phill.” MARTINS

(brinde)“Nossa, esse vinho é muito ruim! Eu sou gay. Vocês sabem a origem dos brindes?” ANDROS

“Será que é por isso que as pessoas são mais fechadas nos países frios? Porque usam mais roupas?” MEL

“Eu não vejo a hora de a gente chegar na lua! Não é tão longe assim.” NILL

“Mando esta carta para dizer que a partir de novembro não estarei mais aqui.” MARTINS

“Uma coisa muito difícil pra mim é pedir desculpas. Principalmente pra você. Cadê meu cigarro?” MEL

DEPOIS DO SILÊNCIOApós o rompimento de uma amizade onde a cumplicidade, a transparência e a troca protagonizavam as relações, quatro amigos vão experimentar na solidão um encontro consigo mesmos. Cinco anos de silêncio e uma carta. Suas mentes vagueiam, então, pelos lugares mais recônditos. A sós com seu eu, revivem instantes de memórias dóceis e lembranças hostis, bem como a fantasia do que não foi. Dialogando cara a cara com suas próprias personas, acabam olhando de perto para seus medos, desejos e frustrações até se perceberem enredados na teia de jogos que eles mesmos criaram para si.Para cada um, uma carta. Para cada um, seu único olhar. Para cada um, seu momento ideal. Para cada um, o seu real. Em cada persona, em cada persona, em cada persona... cabe o que não houver. “Depois do Silêncio” fala daquilo que se emudece na alma, do que não se diz em voz alta e nem baixinho pra si. É a tentaiva de quatro pessoas se reconhecerem. São as perguntas que puderam ser feitas e as respostas que não puderam ser dadas. É a possibilidade do que poderia ser dito, ainda que não possa ser. “Depois do Silêncio” contém vozes. Muitas vozes. É um espelho projetando o eco das imagens infinitas de cada um que ali se coloca com o pedante intuito de se revelar. E ser honesto. Que persona você está usando agora?

Ela com eles

2 comentários:

Debora disse...

mto bom

Linn. disse...

é noize!