02/11/2008

Noite. Exausta por ter saído a semana inteira e ter chegado as 7 todos os dias.tendo que acordar as 9.
Sentada na cadeira do quarto lendo um livro e dedilhando pequenas conversas futéis pelo msn.
Um chamado.Digamos que nostálgico. Ela, olha de relance a tela do computador, retira os dois pés que estavam apoiados na cama, se vira e resolve dar maior importancia aquele momento virtual.

Ele diz:
quanto tempo
Ela diz:
é
Ele diz:
tá fazendo o q?
Ela diz:
lendo um livro
Ele diz
sexta a noite?
Ela diz:
pois é
Ele diz:
tá triste?
Ela diz
não...cansada!
Ele diz:
Desce daqui a 20 minutos
Ela diz:
Q?
Ele diz:
-Isso mesmo q vc leu... To saindo.Fui!

Seu contato parece estar offline, assim, você não pode pedir sua atenção.

Você não pode pedir atenção com tanta frequência.

Pensou em ligar pra ele e dizer q estava louco q não tinha nada a ver aquele encontro.
Foi se arrumar.
Linda.
...
...
Passou perfume, procurou umasbijouterias q a deixassem ao mesmo tempo chique e despojada.
Sandália havaianas
vestidão
brinco de pena
...
-Oi
-Vc tá linda
-(ri) Saí correndo peguei a primeira coisa q apareceu.
-(fala baixo e olhando para o outro lado) Mentira
-oi?
-Vc tá linda...
-(ri sem graça)Trouxe uma coisinha!
-Acende! Vc nunca falha, né...Perfeita!
-Eu?
-Pra mim


Conversaram sobre tudo
que que vc tem feito?
trabalhando muito
projetos
projetos
engordei
emagreci
eleições
Futebol
Flamengo Fluminense
cerveja
cerveja
cerveja
Gabeira, hein! q coragem
e! fulana tá morando na França
Itália
Tenho vontade de ir pra Índia
Carnaval?
quer provar essa cachaça?É da casa, fabricada aqui
cerveja
cachaça
cachaça
cachaça
Pq gente não deu certo?
Acho q isso tudo é muito complexo
to meio tonta
UHUUULLL!
vamos correr na praia!!
Tira o tenis
areia
areia
areia
areia
água salgada
mar
mar na boca
bocas
mar
areia
os dois
um só
areia mar água salgada na boca q beija
beijos




APAGÃO! APAGÃO! APAGÃO!




























-Bom Dia!
-Bom dia, vc tá bem?
-Ótima, claro!
-Vc não se lembra?
-Ai cara...(ri) de que? Bebi demais...
-Vc não lembra mesmo?
-o que? bebi demais eu sei...(pensa)...começa a ficar preocupada)
Q foi, Fala!
-(ele ri meio nervoso) não acredito
-Ai! Fala!Eu gritei? Ai q vergonha! Eu gritei...desculpa...meu de...
-não...pior
-pior? como assim pior? Eu saí nua pelo seu prédio?
-pior
-Eu taquei alguma coisa lá em baixo? Bati em alguém? q q eu fiz
-To impressionado como vc não lembra...
-Fala! To com medo...

Os dois estava deitados na cama olhando para o teto

-Eu acordei de madrugada com vc levantando da cama, pelada.
Eu fiquei olhando, afinal, a visão era bem agradável.
vc parou de frente ao armário.
Abriu a porta. Entrou no armário.
Se virou de frente.
E me olhando na maior cara de pau possível.

Ela estava meio chocada até aí...mas esperava até uma coisa pior

-Agachou em cima das minhas roupas e fex xixi

Ela não teve resposta

-

-Vc não lembra?
-(ri descontroladamente de nervoso.
Sempre faz isso qnd esta nervosa)
Desculpa. Ai meu deus, vou lá ver! Vc já viu?

-Não, qnd vc começou a fazer, dei um grito "Q isso?".
Vc como quem não quer nada levantou-se do seu suposto trono, saiu do armário. Fechou a porta. e me disse "vou no banheiro" . A porta tá fechada como vc fechou até agora

-Ai meu deus, vou limpar .
Desculpa. Desculpa...eu não sei...bebi demais...cachaça...desculpa, eu não costumo fazer isso. claro q não...

Levanta-se, vai até a porta do armário respira fundo. Antes de abrir, repara que o chão está completamente molhado e que do armário até ao solo se dava um cachoeirinha pinga-pinga. Abre a porta rapidamente.
Ele é médico.Todas as roupas brancas agora úmidas e amareladas. Jalecos, cuecas, camisas , tennis.
Tudo, tudo banhado pela insanidade alcoólica e inconsequente de álguem que agora não tem onde se enfiar de vergonha.
Pega um pano na cozinha ,desajeitada começa a secar aquela água dourada.
Ele olha. Ela não entende bem o que diz aquele olhar, mas não tem a mínima coragem de continuar olhando para tentar interpretar.

-Deixa que eu te ajudo aí. Tem que passar o Veja.
-Ah, é..Veja é ótimo mesmo, né.Serve pra tudo
-Ainda bem.

Almoçaram.
Jogaram xadrez. Ela perdeu
Ele a deixou n ponto de ônibus.
E ao subir as escadas os dois perceberam nos seus olhares que nunca mais se veriam.


MEL

01/11/2008

Quisera eu
Quimera eu
Que merda eu!

elA

31/10/2008

laranja

Primeiro, trabalho.
Depois,logo veio a amizade. Forte. Quase cúmplices.
Impressionante como as coisas passam rápido quando vc não está ansioso para isso.
Primeiro, um olhar diferente
Depois, logo veio o desejo.Forte. Quase amantes
.
Pré beijos tentavam tornar-se reais.
As bocas se procuravam a distancia
os olhos se cruzavam.
Os olhos olhavam pra boca.
Qnd não, os olhos olhavam os olhos como se fossem bocas
.
Os sonhos,quentes, a faziam acordar com coração palpitando de vontade
Tinha vontade de ligar, vacilava
Tinha vontade de gritar, calava
Tinha vontade de amar, travava
Tinha vontade de se tocar
Tocava
.
Voltou a dormir
caiu na cama e era como se o colchão fizesse parte do gozo
Ela era sugada pra dentro de seus pensamentos
O colchão, de água, dava a sensação q estava flutuando
e flutuava
Pela boca
pelo olho
pelos poros
flutuava dentro de si
só pra si
.
Primeiro , o encontro.
Depois, logo veio o abraço. Forte. Qse se beijaram
Impressionante como o não fazer nessas horas é mais prazeroso.
.
.
.
.
.
Ele - Vc tá linda de laranja
Ela - engraçado...(ri) vc tb tá legal de laranja
Ele - coincidências...
Ela - é
Ele - Sonhei com vc esta noite
Ela - Coincidências!
Se beijaram
se beijaram
se beijaram
.
Dizem por aí q o beijo dura até hj
...
.
.
.MEL
aventura
diversão
frio na barriga
vento na cara
medo
adrenalina
endorfina
efedrina
tapa na cara
quente no rosto
grito
berro
bateria
primeira fila da montanha russa
queda livre
para quedas
asa delta
toboágua 90 graus
1 segundo antes de entrar em cena
estreia
palco
tenho q te contar uma coisa
vc
é
(todas as minhas sensações mais intensas)
.
.
.
!
!
!
MEL
Nao adianta
vc não entende
!
te amo
sim
!
Vc não entende
.
..
MEL

30/10/2008

de mudança.

(já?) comprei a passagem.



quanto custa o desconhecido?


...

midraj

27/10/2008

A DOIS

Até que a morte nos separe? Melhor retirar da lista de presentes todos os ítens com objetos cortantes. E nada de faqueiros para os noivos.
Sempre que algum amigo vem com a notícia de que vai se casar, estampa-se no rosto do ouvinte um sorriso amarelo tentando esconder aquela pergunta que pisca como alerta vermelho e faz som de sirene em sua cabeça: Até quando vai durar a tragédia? - Abraçamos o sujeito, fazemos votos sinceros de felicidade, mas... difícil acreditar neles.
O sonho do véu, grinalda, escovas de dentes em par estão tão vivos ao fim da primeira década do século vinte e um quanto em qualquer viagem que possamos fazer para trás. Não há mulher que não corra na hora do buquê. As que não correm, não o fazem por pura vergonha de sairem de mão vazias. Todas desejam casar, das mais rapazes as mais catitas. E os homens? Estes também continuam com seus anseios de propagação da espécie e porque não dizer, com seu potencial provedor da felicidade e segurança de uma moça e talvez também do seu futuro rebento. Aliás, constituir família é ainda um sonho no âmbito quase imaginário do indivíduo do nosso século. Indivíduo este que vive numa sociedade quase esquizofrênica por seu caráter oscilante. É claro que qualquer período é transitório, mas hoje nada pode mais se encaixar em modelos, mas se ainda se encaixam, que modelos são esses? Casamentos gays, casais a três, filhos de dois pais com duas mães e madrasta a tira colo ou, quem sabe, um casamento daqueles mais tradicionais mesmo, constituído de um indivíduo do sexo masculino, outro do feminino e um filho que ainda não se sabe de que gênero vai nascer ou... escolher.
Independente da forma que tomará esse matrimônio ou família, é uma relação verdadeiramente artesanal essa de se viver junto.
Quando começa o enredo é bacana brincar de ser meu, o meu eu ser seu, dois virarem um, querer parar o tempo e se sentir numa daquelas comédias românticas campeãs de bilheteria. Música tema para o casal! Se não houver, no problem, eles compõem. Ela a letra e ele a música. O dia inteiro juntos, a semana toda grudados, um mês inseparáveis, juras inifinitas de amor eterno, olho no olho, você é mais do que eu poderia imaginar, corpo no corpo, você é minha pra sempre, alma na alma, quero ter um filho seu, seu travesseiro já se misturou com meu e: Casa comigo? Quem pediu nem quer saber se está fazendo a coisa certa e quem ouviu leva um susto mas sabe que é tudo o que quer. Não há o que pensar. Aliás, pensar pra quê se o negócio mesmo é sentir? Sentir que ele é o homem da minha vida, que ela tem que ser a mãe dos meus filhos, que eu gosto do jeito que ela faz um nó com o cabelo e deixa discreta um mecha cair, que ele me acorda com um beijo no meio da noite e de manhã me leva café na cama, a segurança que ele tem de si, o seu jeito descompromissado com a vida, o desgosto pela rotina, o jeito questionador do sistema... seu jeito tão particular de ser. E ela... tão intensa, tão viva, tão curiosa, seu jeito impulsivo de viver como se estivesse desbravando um lugar desconhecido. E está.
Eles se amam, se admiram, se completam, se querem muito, se tem muito e estão decididos a ter bisnetos juntos.
No altar os dois respondem sim e nenhuma alma infeliz ou abençoada aparece com alguma objeção quando padre dá a oportunidade. As mães choram, as irmãs, as amigas, primas sobrinhas, e alguns corações machos mais sensibilizados podem chorar também. Na festa, todo mundo ri, todo mundo bebe, todo mundo dança YMCA. No dia seguinte todo mundo acorda de ressaca e os dois pombinhos partem para a lua de mel.E que de mel seja feita até a volta para o mundo real.
O mundo real... este compreende contas a serem pagas no fim do mês, silêncios largos nos domingos chuvosos, você não conversa comigo, você fala demais, você trabalha demais, você de menos, você larga a toalha molhada em cima da cama, você não fecha o tubo da pasta de dente, você sempre deixa a louça na pia, você sempre quer que eu lave na hora que você decide, você sempre sai em cima da hora, você que tem mania de fazer tudo com um século de antecedência! "Você isso, você aquilo" poderia dar nome ao festival de acusações que faz parte da norma de cobrança dos casais. E por que não avisam que esse negócio de convivência dá um trabalho e tanto? E que a dose diária de autoconfiança do sujeito se tranformaria em prepotência na boca dela e o o descompormisso poético da bela moça se transformaria em irresponsbilidade ao olhar dele?
Parece mesmo estranho, mas temos uma tendência cega de nos misturamos de tal forma que depois de um tempo queremos que aquele admirável mundo novo pelo qual nos apaixonamos se adeque as leis do nosso e assim toda aquela poesia vai se perdendo sem que percebamos. E quando nos damos conta nem sabemos como foi que aconteceu.
É trabalhoso sim e mais que amor é preciso também pra se manter essa convenção casamentícia que os tempos remotos alimentaram nos nossos ideais. Parece tão óbvio falado assim, mas poucos conseguem mais que amar realmente. E tem ainda aquelas palavrinhas que são repetidas sempre: respeito, paciência, compreensão etc. Mas pra que tudo isso aconteça mesmo... uma boa dose de inteligência emocional é necessária e autoconsciência também, porque é difícil a beça não esquecer que o corpo de casal que surge é apenas um de três naquela casa. Ele ainda existe como indivíduo e ela também. E se ele gosta de chegar cedo aos lugares, que saia antes e ela o encontre depois, como faziam no início de tudo isso. Quem foi que inventou esse negócio de que casal tem que andar grudado sempre? Assim, talvez a vida a dois seja realmente vivida a dois, ao invés de forçarem a barra para viver a um. E então, é bem possível que as coisas caminhem mais adiante.
E se não por acaso uma parada venha a ser obrigatória, que sirva como experiência para a vida inteira. E talvez essa seja a maior demonstração de amor eterno que o casal poderia fazer.

elA

26/10/2008

do biscoito pra tela.

"A elouquência proporciona apenas persuasão; a verdade, lealdade."

frases soltas à delivery.

quer uma?

21 2492-1661

midraj!

diálogo comigo mesma.

(...)




- hoje não to me sentindo muito bem...

- ah não...? que que você tem?

- solidão.


midraj.

uma parte.

não quero mais o mesmo!
não quero mais mesmo.
não quero, nem querer.
porque não quero.
não preciso.
não faz falta.
não faz dirença.
não completa.
não é nada.
não me interessa.
não importa.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

chega de chorar risadas insignificantes.

midraj.

shhh....

é segredo.

escondí num lugar perigoso.

a chave tá no lugar errado.

o caminho é o mesmo.

vem?

o começo fica aqui.

é fácil se perder.

anda do meu lado.



midraj.

carne.



O mundo esqueceu onde colocou a intensidade.

O descartável ta na moda.

Entre, fique a vontade...

Desfrute e depois jogue fora.

Existem outros e outras,

Existem várias.

Coma,

Mas só quando tiver realmente com fome.

midraj.

SAIDEIRA?!
.
.
.
.
.
Já se conheciam.
Ele já tinha lançado olhares dos mais diversos, se mexia o tempo todo, como num balé para chamar a atenção dela.
Ela já tinha percebido sua presença. Apenas percebido.(mentira).Ela SÓ tinha percebido isso
Ele, rosto vermelho, pele suada
Ela, um arrepio e suspirava, pra tentar ventilar o calor
Ele dizia: "nossa, adoro qnd ela prende o cabelo"
Ela dizia: "muito novinho, muito novinho. Mas não há dúvidas q ele é bem interessante"

...

Beberam.
Não só os dois.
Haviam mais 5 pessoas
Para os dois
Só os dois

...

olhos nos olhos
desviam
olhos nos olhos
desviam, agora com um sorriso de cada lado
olhos nos olhos
olhos nos olhos
olhos nos olhos
se olham como se perguntassem a eles mesmos
"o q é isso?"
riem
disfarçam
riem com as pessoas
disfarçam
Se tornam cúmplices
Se olham cúmplices
Se querem
muito
Era como se a distancia entre os dois olhares fosse feita de algo q suga
puxa
hipnotiza o corpo


...


Ela tinha q ir
Ele percebeu e desesperado pegou a saideira
com olhar de cachorro pidão falou :
" A saideira?!"
Ela nunca negaria a saideira, nem para um vira lata
mas pra ele
Ela sentiu as palavras a traírem
"não, eu realmente tenho q ir"
Ele encheu o copo dela,
Deram um abraço
q foi se transformando em carinho
copo na mão dele
copo na mão dela
mãos q apertam
mãos q deslizam
rosto colado
cabelos q pareciam a mesma peruca
"eu não quero soltar"
Ouviu-se o pensamento apertado dos dois
Se soltaram devagar
como se derretessem em um líquido só
Ele riu safado
Ela riu cúmplice
Ele olhou admirado a beleza dela indo embora com a saideira.


mel
eu tenho uma vida de ilusões pela frente
eu tenho uma vida de ilusões
eu tenho uma vida
eu tenho
eu







mel
sabe qnd vc não quer ninguém por perto?
então
...
.
.
.
.
.
.
mel

sua.

diz.

posso ser...
quero ser...

sou.

...


midraj

a procura...

de um jeito,
beijo,
cheiro,
toque.

sem dono,
sem calma,
sem motivo,
sem medo.

de dentro,
de mim,
de nós
um nós,
sem nó...
sem segredo,
achado,
guardado,
secreto,
certo.

e o medo?
deixa...
dado...
de dois,
de um,
sem uns,
e nem alguns,
muito.
muitos meus e seus,
nossos.
nossa.

à procura...
daquele...
ele...
eu.
meu.

correndo...
escorre,
move,
suga,
mexe.
mente...

à procura de:

dele.

de dentro...

sem pista.
sem reta.
sem meta.

sem ela...

ele,
era...

ainda é?
esqueçe...
a falta,
os fatos.
era ela.

era eu.
sem querer,
procuro quem:

me acha.
me persegue.
me chama.
me grita.
me acalma.
me mete.
me olha.
me toca.
me fala.
me abre.
me salva.
me permite.
me carrega.
me cega.
me entrega.
me derrama.
me atravessa.
me escolhe.

me escolhe.

me escolhe?

me leva...


midraj.

24/10/2008

ANGÚSTIA A DOIS

Dissolver esse nó num abraço, pegar o cadarço e fazer um sorriso. Aliás, dois. Um no meu peito, outro no seu. É como se tivesse um velho carrancudo de braços cruzados dentro de mim.

ITINERANTES

Agradeço aquela van
São Conrado/Copacabana
Leva daqui pra lá meus versos
E a minha solidão engana.

elA

21/10/2008

TÍTULO

Quero ser no palco
letra de biografia romanceada
n'alma o que eu queria
era ser puro verso de livre poesia
e na vida , este conto inacabado,
o que eu poderia senão
essa mais plena ficção?

.
.
.

Reticências no espaço do pensar diriam:

Se não houvesse nesse coração estúpido
tamanha pretensão
quereria mesmo ser versos sem rima
amor sem endereço
carta sem destino
ponto sem final
porque no fim tudo vira vírgula
nada no meio de qualquer coisa
sem essa de virar canção,
arte comentada,
bibliografia recomendada
nessa pobre rima
esse particípio que já foi
quisera tanto
que esqueceu de ser

Esse querer mais-que-perfeito...

Há um tempo falando também
do futuro de um que se escondeu lá atrás
não se tocou que seu presente não tinha conjugação
talvez nem verbo
nem coisa nenhuma

E sem querer seria


elA

20/10/2008

angustiante é não saber rotular as sensações.
É claro q não é preciso dar nomes, mas como isso seria confortante.
A cada minuto, mudo o q estou sentindo.
Pela manhã a certeza de algo, já ao meio dia, tudo se modifica rapidamente. Quando chega a noite e a lua aponta na direção dos meus olhos, parece q estou no Japão.
O oposto de mim, agora sou eu.
Vc me faz sentir isso
.
A certeza
A dúvida
O titubear
A mudança
A certeza do oposto
.
Tudo caoticamente jogado dentro de mim
O mais curioso é que
.
eu gosto disso
Eu preciso disso
eu quero isso
.
Como num vício
Daqueles mais fortes
.
Um crack, pela rapidez do viciar
Uma bala, pela intensidade sensorial, pelo tesão
Um ácido, pela graça, pelo riso, pela alegria
Bebida, pela embriaguez e pela ressaca
Maconha, pela leveza, pela FOME, pela viagem
Cigarro, pela fumaça, pela repetição, pelo sugar
.
Todos
juntosmisturadosnumsó
.
.
.
vc
mel

19/10/2008

SENSAÇÃO: a quarta dimensão

.
.
.
A barriga dela encosta nas costas dele
peitos nas escápulas
coxa grossa enroscada pelas pernas
Os pés em movimento
dedos com dedos
os dedões lideram a coreografia podal
braços, muitos braços
mãos que apertam a
pele
q veste
Os dois
escultura polidimensional
Inovando a arte contemporânea
.
.
.
.
CATARSE!!!!!!!!
DEU PANE NA MEMÓRIA!!!
CATARSE!!!
MEL

amo
até quando
até por que
até onde
o
.
.
.
Quem
.
.
.
.
.
Depoimento da Barbie sobre seu amor...
.
.
.
MEL
minha auto imagem é completamente fruto do que vocês construiram pra mim
mas q antes
EU construí pra vcs
escambo de impressões
;
.]
mel
Não quero saber do teu projeto de vida
Minha vida eu vivo assim
um segundo após o outro
sem foco
sem contorno
pés fora do chão e
a cabeça vai junto
pra acompanhar
.
Não quero saber das tuas teorias
Minhas leis eu mesma crio
eu mesma faço
obedeço
e as quebro,
SEMPRE
!
.
Não quero saber das tuas questões
eu pergunto
Eu respondo
e a inda faço comentários
num quase debate entre eu e eu mesma

mellllllll
Sabe quando você é praticamente absorvido pela cama?
Quando seus olhos começam a ter vida própria e dominam a sua visão
Ou quando a cabeça cisma em despencar, acompanhada sempre de um sustinho.
e quando você não quer dar satisfação do seu fracasso
você não quer decidir
Não quer entender
ajudar
dialogar
ouvir
responder
falar coisas interessantes
saber
escrever
Ter!
.
.
.
.
Fadigacorpóreosensorialtelevisivaculináriartisticagentechataficachatopegamal!
/
/
/
MEL

o erro

Nunca tinha experimentado
.
Nunca antes provado por mim
.
Confesso minha curiosidade
.
não de sentir propriamente o gosto,
mas...
minimamente ouvi-lo descrito
por algum
poeta
.
ou melhor
por uma
criança.
.
.
.
.
MEL

15/10/2008

NA MÃO CONTRÁRIA

averso eu
Do avesso
e agora com verso
não converso
do poço não posso
esse troço
na mão contrária
tropeço no fato
um destroço
meu ato reverso
sem verso
me pôs aqui
poço aqui


elA

06/10/2008

no vazio.

de dentro percebo que o infinito se preenche das minhas vontades
não tenho medo de dizer que a verdade é ou era aquilo que eu acreditei que eu quisesse
sempre me escondo atras da camada que envolve o que restou de um pedaço de palavra
na minha cabeça as letras que se formam se confudem com as cores que eu criei
ainda tenho aquela vontade de dizer o que eu esperava
me sigo em volta do que torno a vir a ser
me separo do outro instante que naquele momento parecia ser eterno
seguro com força a expectativa de recomeçar o que já fui
coloco com calma a prateleira vazia no lugar dos espaços já preenchidos
me desfaço do que sobrou da forma de dizer o que não devia ser dito
já parei de me esconder debaixo da planta de uma nova casa
acabei de perceber o tamanho do pequeno pedaço de caminho que deixei pra trás
rasuro o verde que se confundiu com a nuvem acizentada da parede
abraço o sim e me confundo com o desejo de saber o que vem depois
aperto o primeiro sinal que me faz lembrar tudo que um dia eu precisei ouvir
acendo a fumaça do meu inesperado sem me preocupar com a intenção
saio do lugar que sempre estive e volto a tornar na mesa o que eu sei que é certo
corro pela minha própria ladeira de cores seguras
entro no primeiro túnel que antecede o medo
já sequei o que sobrava da minha falsa moral
cheguei aonde o meu ponto final se expandiu para a minha propria reticência.

(...)

midraj