06/10/2008

no vazio.

de dentro percebo que o infinito se preenche das minhas vontades
não tenho medo de dizer que a verdade é ou era aquilo que eu acreditei que eu quisesse
sempre me escondo atras da camada que envolve o que restou de um pedaço de palavra
na minha cabeça as letras que se formam se confudem com as cores que eu criei
ainda tenho aquela vontade de dizer o que eu esperava
me sigo em volta do que torno a vir a ser
me separo do outro instante que naquele momento parecia ser eterno
seguro com força a expectativa de recomeçar o que já fui
coloco com calma a prateleira vazia no lugar dos espaços já preenchidos
me desfaço do que sobrou da forma de dizer o que não devia ser dito
já parei de me esconder debaixo da planta de uma nova casa
acabei de perceber o tamanho do pequeno pedaço de caminho que deixei pra trás
rasuro o verde que se confundiu com a nuvem acizentada da parede
abraço o sim e me confundo com o desejo de saber o que vem depois
aperto o primeiro sinal que me faz lembrar tudo que um dia eu precisei ouvir
acendo a fumaça do meu inesperado sem me preocupar com a intenção
saio do lugar que sempre estive e volto a tornar na mesa o que eu sei que é certo
corro pela minha própria ladeira de cores seguras
entro no primeiro túnel que antecede o medo
já sequei o que sobrava da minha falsa moral
cheguei aonde o meu ponto final se expandiu para a minha propria reticência.

(...)

midraj

3 comentários:

Debora disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Debora disse...

andando e chegando a
lugar nenhum...

q bom!Chegar é chato! chegar é cumprir o objetivo
Cumprindo o bjetivo, a brincadeira acbou.
Já é hora de voltar pra casa, subir do play

"Ah, não, mãe! eu quero ficar mais!"

Meu objetivo é a equação.
Vivamos os meios!
Pensemos nos "entre"!
Hoje
Agora

Rafaela Figueiredo disse...

dá vontade de ficar lendo, lendo (...)

o bom é saber q não há mesmo lugar a que se chegar. :)

very good!
abrçs